100 Anos de Escotismo no Brasil – Cerimônia Marcante em Niterói

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No dia 14 deste mês de junho de 2010, escoteiros do Brasil inteiro comemoraram o aniversário de 100 anos da introdução do Escotismo em nosso país.

Em nosso município, Niterói, fizemos uma bela cerimônia na Câmara Municipal, para marcar essa importante data.

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Organizada pelo Luiz Carlos Neves Monteiro com o apoio da comissão formada ainda por Nilton, Fernando Kobould e David, e em parceria com o Vereador Carlos Alberto Pinto Magaldi e o Centro Cultural do Movimento Escoteiro, o dia contou com uma exposição na Câmara, que teve a visita de escolas e autoridades, além de uma sessão solene.

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Nesta, estiveram presentes também os diretores presidentes da direção nacional e da direção regional da União dos Escoteiros do Brasil. Cada um dos Grupos Escoteiros de Niterói recebeu uma Moção, como forma de reconhecimento.

Segue um texto recebido nesse dia, que nos foi enviado pelo grande chefe Rubem Süffert, antigo escoteiro-chefe da UEB, bem explicativo:

Em 14 de junho de 1910 é realizada uma reunião de suboficiais da Armada Brasileira, que estiveram na Inglaterra acompanhando a construção de couraçados, torpedeiros e contratorpedeiros para nossa Marinha. Vieram nos navios Minas Gerais, Bahia e Alagoas, fundando o ‘Centro dos Boys Scouts do Brazil’ e elegendo sua primeira Comissão Diretora.  A sede era na rua do Chichorro nº 13, numa casa tombada existente até hoje, que na época pertencia a João José da Costa.  Notas sobre a fundação são publicadas nos jornais ‘A Gazeta’ e ‘A Imprensa’ em 19 de junho de 1910, e assinada pela sua ‘Comissão Directora’f ormada por Amélio Azevedo Marques (armeiro do Minas Gerais), Bernardino D’Assunção Corrêa da Silva (enfermeiro, prático de farmácia e sub-químico do Corpo de Saúde da Armada, nascido em PE), Francisco Faustino dos Santos, Renel A. Bigarel, Julio Ferreira Fraga, Belmiro de Souza Tornel, H. Alves Simas, Francisco Aggeu de Araújo e João Carlos Holland.

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Os primeiros dez uniformes e acessórios vieram da Inglaterra no navio ‘Alagoas’, a um custo de cerca de 30 libras. Em outubro chega ao Rio no encouraçado ‘São Paulo’, José Affonso Severino Drummond, um dos inspiradores do Centro.  Cada ‘boy scout’ pagava uma mensalidade de quinhentos réis e o primeiro candidato foi o menino Álvaro Corrêa da Silva.  Participaram também Aurélio de Azevedo Marques, Otávio Republicano Drummond (que foi comerciante no Rio) e Floriano Reis.  Os acampamentos e caminhadas eram, com freqüência, realizados em direção ao hoje Instituto Osvaldo Cruz e documentados em cartões postais, remetidos para as famílias de futuros candidatos. O Centro chegou a ter um efetivo de 20 escoteiros. Da rua do Chichorro, o Centro dos Boys Scouts do Brazil se transferiu para o Observatório da Escola Politécnica no Morro de Santo Antônio e depois para a Praia do Caju nº 169, residência de José Affonso Severino Drummond, que na época era ‘mestre-scout’.

Segundo José Affonso Severino Drummond: ‘O Centro funcionou de 1910 a 1913, mais ou menos…’ e ‘um dos fatores que muito contribuiu com o fracasso desta primeira iniciativa foi a falta de conhecimento dos pais sobre o grande alcance desta novel instituição.  Sem esse apoio não foi possível manter a disciplina no comparecimento dos meninos aos exercícios que, muitas vezes, deixavam de fazer por proibição dos pais que ocupavam as crianças em outros misteres, depois de darem o seu consentimento para que os mesmo pertencessem ao Centro.’ Para se ter um parâmetro, em Portugal o primeiro Grupo Escoteiro surgiu em março de 1912.”

100 anos de Escotismo no Brasil (7)A nossa lobinha, Sophia, recebe a Moção em homenagem ao GESFA.

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Os trêsPresidentes:

Gelsom (GESFA), Rubem Tadeu (Direção Nacional da UEB) e Carlos Frederico (Direção Regional)

100 anos de Escotismo no Brasil (10a) - Foto OficialAo final do evento, a foto oficial na frente da Câmara Municipal.